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Você é o melhor da minha festa.
Melhor que o frio na barriga, que o vestido novo, que o presente desejado em uma embalagem enorme, que o abraço apertado. Mais gostoso que o segundo pedaço de bolo, que a cereja extra, que o assalto à geladeira quando tudo acaba. Que a gargalhada inesperada, que a dança maluca, do que aquela música que faz sonhar. Que as marcas da comemoração pela sala, que o cansaço gostoso, que o namoro no portão.
Amo cada pedacinho seu!
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O mundo não está pronto para mim. Também não estou pronta para ele. Então seguimos assim, presos um ao outro, ora se amando, ora brigando. Quem sabe a gente se acerta?
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Em dupla
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Para os mais práticos, mais horas para realizar. Para os mais românticos, menos tempo para sonhar. Para mim, a insônia é simplesmente a prima-irmã mais querida da angústia. Acredito que as duas foram abandonadas pela mãe e tiveram de cuidar uma da outra. Elas agem em dupla e nunca se deixam. Possuem um método certeiro de abordagem para que ambas possam prosperar. No começo, a insônia expulsa o sono do lugarzinho dele. Este sai assustado e deixa a porta aberta. Por essa porta entra, triunfante e sem perder tempo, a angústia, que traz em sua bolsa doses de pensamentos ruins. Entre um piscar de olhos em resposta a um som que chamou a atenção e uma ajeitada no travesseiro, ela toma conta da sua presa. O cansaço físico, o desgaste óbvio das células que se amontoam na tentativa, por vezes frustrada, de formar um corpo humano ou algo que se assemelhe, é o menor dos problemas da aventura em família. A dupla tirana corrói a alma como uma daquelas bactérias altamente mortais dos filmes – abomináveis, por sinal – de ficção científica. Depois de promover destruição e silêncio, deixa as sobras e as sucatas para alguém da família, menos nobre, mas não menos importante. Então, a solidão chega com seu passo leve e seu traje preto.
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Para os mais práticos, mais horas para realizar. Para os mais românticos, menos tempo para sonhar. Para mim, a insônia é simplesmente a prima-irmã mais querida da angústia. Acredito que as duas foram abandonadas pela mãe e tiveram de cuidar uma da outra. Elas agem em dupla e nunca se deixam. Possuem um método certeiro de abordagem para que ambas possam prosperar. No começo, a insônia expulsa o sono do lugarzinho dele. Este sai assustado e deixa a porta aberta. Por essa porta entra, triunfante e sem perder tempo, a angústia, que traz em sua bolsa doses de pensamentos ruins. Entre um piscar de olhos em resposta a um som que chamou a atenção e uma ajeitada no travesseiro, ela toma conta da sua presa. O cansaço físico, o desgaste óbvio das células que se amontoam na tentativa, por vezes frustrada, de formar um corpo humano ou algo que se assemelhe, é o menor dos problemas da aventura em família. A dupla tirana corrói a alma como uma daquelas bactérias altamente mortais dos filmes – abomináveis, por sinal – de ficção científica. Depois de promover destruição e silêncio, deixa as sobras e as sucatas para alguém da família, menos nobre, mas não menos importante. Então, a solidão chega com seu passo leve e seu traje preto.
Agora não tem volta. Já estou altamente contaminada e o sono não manda nem um cartão postal, comunicando seu novo endereço.
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