quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fantástica definição

.
.
.

A "literatura de mulherzinha" da irlandesa Marian Keyes, para a qual torci o nariz inúmeras vezes, me conquistou de verdade. Lembro de entrar nas livrarias, ver os livros dela em exposição e pensar "Melancia? Isso lá é nome de best-seller? E Sushi então?" Foi só ler o primeiro para sentir vontade de devorar todos os outros. Embora eu não tenha gostado muito do último - Los Angeles, que tem como protagonista a irmã mais certinha da família Walsh - todos foram muito divertidos, com direito a gargalhadas entre um capítulo e outro e identificação absoluta com as atitudes desequilibradas e extremamente femininas das personagens.

Copiei o trecho abaixo há um tempo. Acho que li Melancia em março, em meio a uma dor-de-cotovelo daquelas, que desencadeou um surto literário (foram oito livros em três semanas... Obsessiva, eu?), mas sempre que leio essa definição dela para um lapso, me divirto bastante.


De forma temporária, a Insanidade veio sem ser chamada e gritou: “Entre, a porta está aberta.” Por sorte, a Realidade chegou inesperadamente em casa e encontrou a Insanidade Temporária vagando livre pelos corredores da minha mente, entrando nos quartos, abrindo armários, lendo minhas cartas, espiando dentro da minha gaveta de lingerie, esse tipo de coisa. A Realidade correu e chamou a Sanidade. Depois de uma briga, ambas conseguiram expulsar a Insanidade Temporária e bateram com a porta na cara dela. A Insanidade Temporária agora está caída em cima do cascalho da estrada de acesso da minha mente, arquejando, furiosa, e gritando: "Ela me convidou para entrar, sabem? Ela me convidou. Me queria lá."
Melancia - Marian Keyes




.
.
.

Um comentário: