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Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:
Solidão: substantivo feminino 1 estado de quem se acha desacompanhado ou só; isolamento 2 caráter dos locais ermos, solitários 3 local despovoado e solitário; retiro 4 vasto espaço ermo, sem população humana 5 sensação ou situação de quem vive afastado do mundo ou isolado em meio a um grupo social Solidão a dois estado ou condição de duas pessoas (ger. casadas) que, não obstante viverem juntas, não se entendem nem se comunicam uma com a outra.
Um substantivo feminino que pode representar em alguns momentos toda a paz que se pode desejar e, em outros, todo o medo e desconsolo. Transito pelas duas sensações – tranquilidade e pavor – de uma forma tão natural que quase nem percebo. É como pegar o carro no domingo para ir ao mercado e, sem querer, fazer o caminho para o trabalho, tão corriqueiro de segunda a sexta. Só percebo o lapso quando vejo o prédio espelhado na minha frente. Assim funciona também com a solidão. Sem me dar conta, troco a paz do silêncio da casa vazia, dos quatro episódios seguidos de Grey’s Anatomy, do sono leve em meio a algum programa familiar da Discovery Home and Healthy nas tardes de sábado, por uma ansiedade corrosiva. Pulo do sofá e procuro não sei o quê. Abro as persianas e janelas para deixar entrar luz e aquecer o coração. Nessa cidade nem sempre tem luz. Sento. Respiro. Repasso os nomes na agenda do celular. Gosto tanto do silêncio e ele é tão raro... Confiro então os nomes no msn. E lá estão eles, amigos e amores. Por que é tão difícil clicar em um dos nomes e abrir o coração, pedir ajuda? Não. Eu sou animada, sorridente, bem humorada e positiva. Vendi essa imagem tempo demais para voltar atrás agora. Por falta de prática, não desenvolvi habilidade para repartir minhas fraquezas. Não as exibo por completo nem mesmo para mim. Além do mais, são poucos os bons e sensíveis ouvintes que me estimulam a falar sobre assuntos secretos. De modo geral, as pessoas, querendo o meu bem, começam a sugerir freneticamente soluções para os problemas que elas não conhecem, pois não pararam para escutar. Melhor calar.
Música alta abafa os pensamentos e sentimentos, por mais que eles berrem e se debatam. O coração se acalma e a hora de dormir sempre chega.
Um substantivo feminino que pode representar em alguns momentos toda a paz que se pode desejar e, em outros, todo o medo e desconsolo. Transito pelas duas sensações – tranquilidade e pavor – de uma forma tão natural que quase nem percebo. É como pegar o carro no domingo para ir ao mercado e, sem querer, fazer o caminho para o trabalho, tão corriqueiro de segunda a sexta. Só percebo o lapso quando vejo o prédio espelhado na minha frente. Assim funciona também com a solidão. Sem me dar conta, troco a paz do silêncio da casa vazia, dos quatro episódios seguidos de Grey’s Anatomy, do sono leve em meio a algum programa familiar da Discovery Home and Healthy nas tardes de sábado, por uma ansiedade corrosiva. Pulo do sofá e procuro não sei o quê. Abro as persianas e janelas para deixar entrar luz e aquecer o coração. Nessa cidade nem sempre tem luz. Sento. Respiro. Repasso os nomes na agenda do celular. Gosto tanto do silêncio e ele é tão raro... Confiro então os nomes no msn. E lá estão eles, amigos e amores. Por que é tão difícil clicar em um dos nomes e abrir o coração, pedir ajuda? Não. Eu sou animada, sorridente, bem humorada e positiva. Vendi essa imagem tempo demais para voltar atrás agora. Por falta de prática, não desenvolvi habilidade para repartir minhas fraquezas. Não as exibo por completo nem mesmo para mim. Além do mais, são poucos os bons e sensíveis ouvintes que me estimulam a falar sobre assuntos secretos. De modo geral, as pessoas, querendo o meu bem, começam a sugerir freneticamente soluções para os problemas que elas não conhecem, pois não pararam para escutar. Melhor calar.
Música alta abafa os pensamentos e sentimentos, por mais que eles berrem e se debatam. O coração se acalma e a hora de dormir sempre chega.
Tudo é uma questão de
manter a mente quieta,
a espinha ereta
e o coração tranqüilo.
Walter Franco
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Estranha coincidência entre a falta que o sol me fazia nessa cidade fria, a solidão que senti e o apego a músicas, em especial esta do vídeo, quando morei em curitiba.
ResponderExcluirVem tomar sol aqui comigo?
=D